O verão europeu: entre a alegria da estação e os desafios das alterações climáticas

O verão continua a ocupar um lugar especial no nosso imaginário. É a estação das férias, dos dias longos e ensolarados, dos encontros e das viagens.

As redes sociais reforçam frequentemente esta imagem, criando quase um imperativo de felicidade: parece que todos devemos aproveitar cada momento, viajar, estar ao ar livre e mostrar que estamos a viver o melhor verão possível.

Mas a experiência humana é muito mais diversa. Nem todas as pessoas gostam do calor, nem todas vivem esta estação como um período de descanso ou bem-estar. Para algumas, inclusive, o verão traz cansaço, desconforto, insônia ou maior vulnerabilidade emocional. Para outras, coincide com trabalho intenso, solidão ou saudade.

E, nos últimos anos, a este cenário juntou-se uma nova realidade. Ondas de calor, incêndios e temperaturas extremas passaram também a fazer parte do verão na Europa.

A alegria do verão continua a existir. Mas hoje, convive com novos desafios.

E quando falamos em saúde, é importante lembrar que falamos sempre de corpo e mente.

Quando pensamos nos efeitos do calor, lembramo-nos da desidratação, das queimaduras solares ou do agravamento de doenças físicas. No entanto, sabemos hoje que as temperaturas extremas também podem afetar o sono, aumentar a irritabilidade, a fadiga e até dificultar a concentração.

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Lívia Grizzi

Psicóloga clínica com atuação intercultural, dedicada à escuta e ao cuidado em experiências de mudança e vida entre culturas.

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